Seguro-viagem: and the winner is…

Sobrou pra ele. (Ohio Health Insurance / Creative Commons)

Sobrou pra ele. (Ohio Health Insurance / Creative Commons)

O enigma do seguro-viagem terminou só no terceiro dia, já na última empresa da lista. A dica é persistir, minha gente, que o negócio vai.

Fiz simulações em 15 seguradoras nacionais e internacionais. Entre os bancos, só acionei o do Brasil, onde tenho conta, e não tive resposta (atualização abaixo). Confesso que fiquei com preguiça de ir às demais agências, pois fiz tudo pela internet (não orcei na Mapfre porque não encontrei a cotação online).

É bom lembrar que variações nos destinos e na duração da viagem podem mudar a lista de favoritos. Os detalhes das coberturas são muitos, e meio parecidos, então foquei em três critérios: cobertura médica total, preços e exigência de franquia.  A maioria das empresas tem reclamações, não adianta fugir. Eis o esquema mastigado:

World Nomads – recomendada pela Lonely Planet, 1070 dólares com uma ótima cobertura. Era minha favorita até chegar às letras miúdas: parece que do ano passado para cá, incluíram uma franquia de 100 dólares por evento, prejudicando os casos de menor gravidade. A vantagem em relação às outras é a cobertura de 100% por evento. Ou seja, se precisar gastar 250 mil dólares de uma vez em uma emergência no hospital, deusmelivreguarde, eles cobrem. O teto global é de R$ 5 milhões.

Isis – Também querido pelos mochileiros. Por 1359 dólares dá para contratar uma cobertura de 50 mil dólares por evento. Ou seja, saiu do hospital, o saldo devedor zera. É o mesmo esquema de várias empresas.

Assist-Card –  Tem um teto de gastos. No plano que eu compraria, de R$ 2,6 mil, o valor de assistência por evento é o mesmo do global: 50 mil dólares. Ou seja, não zera de uma internação para outra.

Cardinal Assistance – 50 mil dólares por evento por R$ 2581. Assim como a anterior, o teto global é o mesmo do valor por evento.

Sul América – 50 mil dólares por evento, a R$ 7,6 mil.

Travel Ace – 25 mil dólares por evento, a 2133 dólares.

Mondial – Faz seguro para quatro meses, no máximo.

Vital Card – 50 mil dólares por evento, a 1038 dólares. Tinha simpatizado, até perceber que não inclui seguro por extravio de bagagem, por cancelamento de viagem, nem despesas por atraso de voo.

CI – 50 mil dólares por evento, a 1129 dólares.

GTA – 50 mil dólares por evento, a 1178 dólares.

MIC Brasil – 50 mil dólares por evento, a 1234 dólares.

Touristcard – 50 mil dólares por evento, a 1350 dólares.

Banco do Brasil – 50 mil dólares por evento, a 1536 dólares.

Travel Guard: não aceita o Brasil como residência.

Medex Assist: fraco na parte aeroportuária, exige franquia.

Finalista: Porto Seguro. Por 1637 reais (reais), tem plano de 50 mil dólares por evento no caso de doença. Para acidentes, minha maior preocupação, o valor sobe para 100 mil dólares por evento. A cobertura dos detalhes parece ok.  Debulhei o contrato procurando a pegadinha, e aparentemente não tem. Oremos.

Quando eles já tinham ganhado minha atenção, outros fatores muito pessoais pavimentaram a escolha: o atendimento em português (na hora do perrengue é essencial, vai), a experiência de anos com a Porto pelo seguro do carro e constatar que meu padrinho querido, corretor credenciado, poderia ser meu elo com a empresa (juro que só lembrei disso no final, pois fiz todo o processo online).

Espero ter ajudado os que estavam tão perdidos quanto eu. Como disse aqui outra vez, aparecer nesse blog é faca de dois gumes. Se for bem, propaganda. Se for mal, faca no pescoço.

Fim da novela (ou do capítulo, vai saber).

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(atualizado às 16h34 do dia 24 para incluir a Cardinal Assistance)


Evitando ter um treco

vacina

Agora chega, né moço?

Bom, enquanto a dita cuja não chega, vamos falando dos preparativos.

Quando decidi ir para a Ásia, as questões de saúde começaram a piscar com luz neon na     minha cabeça. Quem quer passar mal em países desconhecidos, com doenças desconhecidas, sem saber direito como funciona o esquema médico? É isso.

Comecei a olhar tudo com antecedência de seis meses por três motivos cabais. 1) A agenda dos bons médicos não é tão liberada assim para consultas e retornos de exames (e vários exames demoram para ser marcados, especialmente os de imagem); 2) algumas vacinas precisam de um tempinho razoável entre uma dosagem e outra; 3) tinha que passar um pente fino entre os preços e coberturas dos seguros de viagem disponíveis no mercado (e nos feedbacks dos usuários pela internet).

Aos fatos.

Médicos: é interessante pedir ao profissional de maior confiança a indicação de remédios para fazer um kit básico e também as receitas para fazer estoque dos mais complicados, como os antibióticos. E é bom levar tudo em boas quantidades, pois cada país tem um esquema próprio de venda em balcão sem pedido médico. Em uma pesquisa rápida, vi que é raro um país tão automedicável quanto o Brasil.

Vacinas: o sistema público de saúde de várias capitais tem atendimento especializado aos viajantes. Você liga, marca uma consulta com um infectologista, e ele diz os cuidados que você deve tomar para ir a determinada região. Em Brasília, o Ambulatório do Viajante fica no HRAN (Telefone para agendamento: 3325-4362). A minha consulta foi ótima. Não houve espera e o médico era super preparado (não lembro o nome dele, mas tinha bigode!). É bom levar o cartão de vacinas, pois da consulta você já é encaminhado para vacinação na hora mesmo.

Seguro de viagem: quem tem cartão de crédito poderoso pode ter cobertura gratuita, o que não é meu caso. Ainda estou olhando as opções de mercado, mas a empresa que parece ser a queridinha dos mochileiros é a dinamarquesa World Nomads. A blogueira da Abril Adriana Setti já tinha feito um post sobre eles em 2008, e falou novamente quando precisou usar, em 2010. Fiz um orçamento no site e achei tudo bem simples de entender, com boa cobertura, mas continuo pesquisando.

Aviso aqui sobre a decisão!